
Jamais poderei esquecer aquele 21 de Julho de 2003, foi o dia em que entrei na redacção do «PJ», ainda mal tinha entrado, e já estavam a mandar para casa metade da produção, ora sobrava eu e mais 3 ou 4, até ficarmos apenas 3 a fazer uma carrada de jornais e a receber uma misera quantia em troca, eu nem vou dizer que é para ninguém se rir. Mas independentemente de tudo aquilo que a direcção fazia aos seus funcionários, havia um sentimento estranho não só comigo mas com toda a gente, aquelas paredes parece que nos sugavam e não nos deixavam sair, o ambiente era tão pesado que mal dava para respirar decentemente e então quando chegava o verão, amigos, nem queiram sentir aquele inferno, pois era realmente muito mau, mas acima de tudo acho que não só eu, mas toda a gente sentia amor pela casa, era o único sentimento que podia haver por, até porque nem os ordenados justificavam a nossa presença durante tanto tempo. Infelizmente sempre fui da opinião que a administração era exploradora e não posso esquecer frases do género: "Se vocês não estão bem, saiam, não falta quem queira estar no vosso lugar", era uma espécie de ditadura laboral, mas sinceramente nunca se levou muito a sério a ditadura, porque no fundo todos nós faziamos aquilo que mais gostávamos. Realmente com o passar dos tempos chegámos à conclusão que aquelas paredes são mágicas.
Não me posso esquecer das pessoas fantásticas que lá dentro conheci e que ainda hoje tenho um sentimento especial por todas elas, afinal foi a minha casa durante mais de dois anos. A Madame Teixeira, Raquel, Lídia, o Maia, o Miguel, o grande Nuno Santos(Búbú), o mestre Jacinto, Filinto, Cátia, Liliana, Goreti, Dora, PVO, Tiago, Pedro Tavares, Álvaro, Pedro, a Zizi, Ana Caridade, a Eduarda, o Paulo Francisco, Isabel, entre muitos outros que garanto que não esqueci.
É com saudade que recordo todas as pessoas, de vez enquando ainda falo com uma ou com outra, mas existem pessoas que já n falo desde que saí no dia 12 de Novembro de 2005. Parece muito tempo, mas a mim parece-me que foi ontem.
Mas como tudo tem o seu tempo, o meu tempo naquela casa estava a acabar, não dava para continuar mais, até porque eu tinha que começar a abrir novos caminhos para um futuro melhor e aquela casa por muito mágica que fosse não me podia segurar.
Para mim o primeiro de janeiro morreu na sexta-feira, o que existe agora é uma falsidade liderada por falsos, corruptos e «mamões». Nunca mais gastarei dinheiro naquele jornal, e sempre tiver oportunidade irei transmitir a imagem verdadeira do PJ às pessoas, para que elas tenham a ideia certa daquele jornal, por muitas belas palavras que usem para limpar o vosso nome, nós estaremos aqui para vos calcar de novo.
Levem-nos para tribunal, espalhem por todo o país aquilo que vos fizeram, destruam a imagem do maior capitalista que conheço.
Estou convosco,
Abraços e beijinhos e Adeus «PJ»